Em agosto de 2005, uma proposta ainda pouco conhecida começava a ganhar forma em São Francisco: criar um ambiente que combinasse a autonomia do trabalho independente com a estrutura e a convivência de um espaço profissional. Nascia ali o conceito que ajudaria a popularizar o coworking.
Mais de duas décadas depois, muita coisa mudou.
O coworking cresceu, se profissionalizou e passou a atender necessidades muito diferentes daquelas que marcaram seu início. Se durante muito tempo o termo esteve associado a mesas compartilhadas, freelancers e pequenas startups, hoje ele também faz parte da estratégia imobiliária de empresas que buscam escritórios privativos, infraestrutura completa e maior flexibilidade para suas operações.
No Dia Mundial do Coworking, celebrado em 9 de agosto, vale olhar para essa transformação e para o que ela diz sobre o futuro dos espaços de trabalho.
De onde veio a ideia de coworking?
O movimento que deu origem ao coworking moderno ganhou força em 2005, quando Brad Neuberg criou, em São Francisco, uma experiência que buscava conciliar dois aspectos que pareciam difíceis de encontrar no mesmo lugar: a liberdade de trabalhar de forma independente e os benefícios de compartilhar um ambiente profissional com outras pessoas.
A proposta se espalhou e, nos anos seguintes, espaços semelhantes começaram a surgir em diferentes cidades do mundo.
Naquele momento, fazia sentido que o coworking estivesse fortemente relacionado aos profissionais independentes. Era uma alternativa para quem não queria trabalhar sozinho em casa, mas também não precisava, ou não podia, manter um escritório convencional.
Essa origem ajudou a construir uma imagem que permanece até hoje: grandes mesas compartilhadas, diferentes profissionais trabalhando lado a lado e ambientes predominantemente coletivos.
Mas o mercado evoluiu.
O trabalho mudou. Os escritórios também.
Nas últimas duas décadas, a forma como as empresas trabalham passou por transformações profundas.
A tecnologia ampliou a mobilidade das equipes. O trabalho híbrido ganhou espaço. Empresas passaram a rever a necessidade de manter grandes estruturas fixas durante anos. Ao mesmo tempo, localização, experiência dos colaboradores, infraestrutura e capacidade de adaptar rapidamente uma operação se tornaram questões cada vez mais relevantes.
Nesse cenário, manter um escritório deixou de significar necessariamente assumir um imóvel, realizar obras, contratar diferentes fornecedores, comprar mobiliário e dimensionar hoje o espaço que uma empresa talvez precise daqui a alguns anos.
Os espaços flexíveis acompanharam essa mudança.
E é justamente aqui que a definição tradicional de coworking começa a ficar pequena para explicar o mercado atual.
Coworking não significa necessariamente compartilhar o seu escritório
Uma empresa pode operar dentro de um espaço flexível e, ainda assim, ter um ambiente totalmente privativo, como no caso das salas privativas da Delta.
Pode ter uma sala exclusiva para sua equipe, receber clientes com privacidade, realizar reuniões em ambientes reservados e utilizar áreas comuns apenas quando fizer sentido.
Dependendo do modelo contratado, também é possível personalizar espaços e construir uma experiência na qual clientes e colaboradores percebam aquele ambiente como o escritório da própria empresa.
Ou seja: compartilhar a infraestrutura de um empreendimento não significa necessariamente compartilhar o espaço de trabalho.
Essa diferença é importante porque amplia consideravelmente o perfil das empresas que podem utilizar esse tipo de solução.
Flexibilidade passou a ser uma decisão de negócio
Durante muito tempo, a flexibilidade dos coworkings foi percebida principalmente como uma conveniência.
Hoje, ela pode fazer parte de uma decisão estratégica.
Imagine uma empresa que está expandindo uma equipe em São Paulo. No modelo convencional, essa decisão pode envolver procura por imóvel, negociação contratual, projeto, reforma, mobiliário, tecnologia, manutenção e uma série de fornecedores antes mesmo de a operação começar.
Além disso, surge uma questão difícil: qual deverá ser o tamanho daquele escritório daqui a dois ou três anos?
Nos espaços flexíveis, parte significativa dessa estrutura já existe.
Isso permite que empresas pensem menos na posse ou administração do espaço físico e mais naquilo que precisam que esse espaço entregue para sua operação.
Também permite responder mais rapidamente às mudanças do negócio, seja para aumentar uma equipe, reduzir uma estrutura ou estabelecer presença em uma nova região.
Do coworking para o escritório flexível corporativo
Talvez uma das maiores transformações desses 21 anos esteja justamente no perfil de quem utiliza esses espaços.
O coworking não desapareceu em sua forma original. Mesas compartilhadas, profissionais independentes e pequenas empresas continuam fazendo parte desse universo.
O que aconteceu foi uma ampliação.
Hoje, o mercado também oferece soluções pensadas para equipes e empresas que precisam de privacidade, estrutura corporativa e ambientes capazes de representar sua própria marca.
É nesse cenário que se insere a Delta BC.
As unidades oferecem escritórios privativos e infraestrutura completa em endereços estratégicos, permitindo que diferentes portes de empresas encontrem configurações adequadas às suas operações.
O modelo white label adotado pela Delta BC também permite que a presença da marca do coworking seja discreta nos ambientes, fazendo com que a empresa possa receber clientes e parceiros em um espaço que funciona, na prática, como seu próprio escritório.
Tudo isso mantendo uma característica que acompanha o coworking desde sua origem: a flexibilidade.
E como serão os próximos 21 anos?
É difícil prever exatamente como trabalharemos daqui a duas décadas. Mas os últimos anos já deixaram uma coisa evidente: empresas precisam conseguir adaptar seus espaços com muito mais velocidade do que no passado.
Equipes crescem e diminuem. Modelos presenciais e híbridos se reorganizam. Novas unidades são abertas. Projetos temporários surgem. Estratégias mudam.
Nesse contexto, o escritório deixa de ser apenas um endereço físico e passa a ser uma estrutura que precisa acompanhar o negócio.
Talvez essa seja uma boa maneira de entender o que aconteceu com o coworking desde 2005.
Ele começou oferecendo uma alternativa para quem buscava outra maneira de trabalhar.
Vinte e um anos depois, tornou-se também uma alternativa para empresas que buscam outra maneira de ter um escritório.
Quer conhecer na prática como funciona um escritório flexível? Conheça as soluções da Delta BC e encontre a configuração mais adequada para a sua empresa.



